Letícia Loureiro. (via pequenas-poesias)Não sei o que tem nesse seu jeito que é capaz de me fazer pensar, de me fazer mudar antigas ideias e concepções e parar por uns instantes só pra esperar por você. Sabe, mesmo com os teus erros, trejeitos, jeito de poeta metido, mesmo com as tuas falas erradas, com a tua mania de me ignorar tanto, com as tuas amizades das quais muitas eu não gosto, mesmo com tudo isso, eu comecei a gostar de você. Não que eu quisesse. Eu ainda não quero, mas agora eu sei, eu sei que tem alguma coisa. Tem mais do que eu queria que tivesse. Não sei, não sei, não sei mesmo. Não sei se era o sorriso, se eram os olhos, se eram as blusas xadrez, se era o jeito de responder e me fazer pensar, se eram as declarações óbvias, se foi aquela vez em que você disse que se casaria comigo, se foi o jeito de não perceber as entrelinhas e indiretas óbvias em tudo aquilo que eu dizia, se foi aquele jeito de me ignorar às vezes e me deixar roendo as unhas de ansiedade. E também não sei quando aconteceu. Não sei se foi quando eu olhei hoje pra lua e pensei que você poderia estar por perto, segurando as minhas mãos e sorrindo, e que a gente podia estar se abraçando com força, muita força, muita força mesmo, pra nunca mais soltar. Ou se foi quando você disse que eu era a coisa mais bonita da sua vida, mesmo tendo exagerado um tanto, ou talvez quando você me disse “eu te amo” pela primeira vez. Não sei se foi naquele dia em que me chamou de amor da sua vida. Se foi quando você escreveu umas duas frases pra mim - só umas duas frases simples que você escreveu, pensando em mim, olha só, mudaram todo o meu dia. Ou se foi pelo fato de você não perceber que eu estava mudando. Me tornando cada vez mais grudenta, cada vez mais apegada. Se foi quando você disse que gostava, que gostava de se sentir querido. E eu grudei ainda mais. Ou então, quem sabe, deve ter sido no momento em que você sentiu ciúme de mim. Eu vibrei por dentro. Não deveria, eu sei. Porque depois o sorriso some. Na verdade, o sorriso some pra mim, se multiplica pras outras. Dói demais. Você dizer o tal “te amo mais” pra alguém além de mim. Eu te amo. Dá pra entender isso? Eu não quero ser tua amiga, eu quero você. Por inteiro. Mas você não vê. Tá vendo como eu me tornei confusa? Por que diabos eu não disse antes, hein? Se tudo que eu escrevo agora é pra você? Eu sou tua, sou mesmo. Então seja meu também. Eu te preciso. Eu te quero, aqui. Agora. Chega de esperar. Preciso sentir teu abraço, teu corpo colado no meu. E pensar que “que bom, finalmente.” Que agora eu te tenho só pra mim. Vem logo, vem logo me ver. Sentar e olhar a lua comigo, até que mal nenhum exista mais, meu bem. Só meu.
(via pequenas-poesias)
Não sei o que tem nesse seu jeito que é capaz de me fazer pensar, de me fazer mudar antigas ideias e concepções e parar...