Sei que não posso ser absolutamente nada daquilo que você espera. Você escreve planos concretos, eu sou areia e mar. Logo os apago e deles não deixo vestígio. Você pinta aquarelas do céu, eu sou nuvem e vento. Logo mudo de lugar, falseando seu traçado, fazendo-o repetir, de novo e de novo e de novo. Você é dente de leão, eu sou brisa. Arranco suas pétalas e despedaço-as no ar.
Não me espera. Não me deixa. Vá embora.
Queria que isso tudo fosse só amor disfarçado de contradição. Mas eu sei que é só comodismo.